Pesquisa realizada por cientistas da Dinamarca ajuda a explicar porque até 75% dos pacientes que tomam estatinas têm dores musculares
Cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, identificaram que os pacientes que tomam o medicamento estatina, utilizado para controlar o nível de colesterol, tem chances de sofrer com danos musculares.
Os cientistas descobriram um possível mecanismo por trás desse efeito colateral, que atingiu 75% desses pacientes. Os resultados deste estudo foram publicados no jornal do Colégio Americano de Cardiologia e no site oficial da universidade.
Estatina é uma classe de medicamentos que é usada para o tratamento de níveis elevados de colesterol no sangue por meio da capacidade de inibir o fígado para produzir o colesterol. Elas são as drogas mais fortes no mercado para reduzir o colesterol de baixa densidade (LDL).
Um efeito colateral conhecido da terapia com estatinas é a dor muscular que afeta os pacientes fisicamente ativos submetidos ao tratamento. Esse efeito pode impedir as pessoas de tomar seus remédios ou de fazer exercícios. Ambas são escolhas ruins - disse o professor Flemming Dela, do Centro de Envelhecimento Saudável na Universidade de Copenhague.
Consciente de que o tratamento com estatinas afeta a produção de energia nos músculos, Dela confirmou que eles já estão trabalhando no pressuposto de que esta pode ser a causa direta de fraqueza muscular e dor nos pacientes.
Além disso, os cientistas mostraram que os pacientes examinados duranto o tratamento com estatinas tinham níveis baixos da proteína chave Q10. Eles acreditam que a redução de Q10 e a consequente produção mais baixa de energia nos músculos pode ser a causa biológica da dor muscular, que é um problema para muitos pacientes.
Fonte: Globo Esporte